4 de mai. de 2013

Crítica: Somos Tão Jovens

Posted by Natália Lins On 17:58 0 comentários


Uma das maiores figuras do rock nacional teve sua história contada muito superficialmente no longa Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura. A trama narrada de forma casual, sem se aprofundar muito, conta a história de Renato Manfredini Júnior, um garoto que cresceu nas ruas brasilienses durante a ditadura militar e que sonhava ser uma estrela do rock. Um adolescente com vontade de mudar a realidade do país e que, impulsionado pela música, formou o Aborto Elétrico e, em seguida, Legião Urbana. 

Um dos grandes problemas do filme está nas passagens de tempo. O roteiro escrito por Marcos Bernstein (Central do Brasil) falhou nas transições do personagem, o que deixou o espectador confuso e a impressão é de que o filme se passou ao longo de algumas semanas apenas e não anos. A transição do garoto que quebrou a perna indo pra escola para professor de inglês acontece sem demonstração alguma de tempo, e o mesmo acontece desde o início da formação da banda até o término dela. 



Renato Russo foi muito bem interpretado pelo ator Thiago Mendonça, que com os mesmos trejeitos de palco deu vida ao grande artista. Já não se pode dizer o mesmo quando se trata do restante do elenco. Sem carisma e profundidade, os integrantes das bandas de Renato Russo destoam do personagem principal, falas muito automáticas e sem demonstração de envolvimento com a história, por exemplo, os atores que interpretaram Marcelo Bonfá e Dinho Ouro Preto. 

As cenas musicais foram o principal ponto do filme, para alegria dos fãs, que provocados pela nostalgia cantavam junto todas as canções. Para muitos, o longa foi uma compilação de curiosidades, pois com ele foi possível descobrir como surgiram determinadas canções como Eduardo e Mônica, Ainda é Cedo Que País é Esse. Para quem esperava uma história mais aprofundada, com investigação histórica de quem era o verdadeiro Renato Russo, não sairá tão contente da sala.



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