21 de mar de 2013

Era uma vez: A Queda de Atlântida - A Teia de Luz e A Teia de Trevas

Posted by Aline Guevara On 17:14 2 comentários

Você pode não ter ouvido falar desse livro, mas certamente conhece a sua autora e sua obra mais famosa. A Queda de Atlântida é a publicação que inicia a mitologia da mística ilha de Avalon criada pela escritora Marion Zimmer Bradley, finalizada com a história do rei Arthur em As Brumas de Avalon.

Dividido em dois volumes, A Teia de Luz e A Teia de Trevas, o livro se concentra na vida de duas irmãs, Domaris e Deoris, filhas do Sumo Sacerdote Talkannon e destinadas a se enveredarem pelo caminho da magia, que rege a sociedade de Atlântida. 

A Atlântida de Marion é um arquipélago e as irmãs protagonistas residem na ilha da Terra Antiga. A vida regrada e pré-definida de Domaris muda completamente com a chegada de Micon, o jovem príncipe da capital do reino, que chega à ilha fugindo dos Túnicas Negras, que capturaram o seu irmão Reio-ta. Os sequestradores fazem parte de um clã que utiliza a magia somente para benefício próprio, uma magia "negra", e eles desejam possuir o poderoso dom de Micon, que, caso morra, transfere automaticamente o poder ao seu herdeiro - e como ele não tem filhos, este seria o seu irmão. É justamente o que o clã deseja, pois Reio-ta foi convertido pelo grupo.

A Teia de Luz se foca na trama de Domaris, a irmã mais velha, o surgimento do amor entre ela e Micon e a inevitavelmente trágica sequência de eventos que os impede de ficarem juntos. A narrativa é interessante, mas um pouco lenta. Já o segundo volume, A Teia de Trevas, é mais envolvente. Centrando-se desta vez na irmã mais nova, Deoris, a história se passa um tempo depois dos eventos do livro anterior e possui mais maquinações políticas, mistério, paranoia e situações bem sombrias.

A narrativa de A Queda de Atlântica é um pouco truncada. Existem muitos detalhes sobre esse universo, mas falta um pouco de aprofundamento nessa mitologia que é muito rica. Poucos personagens são desenvolvidos além das protagonistas e várias situações ficam sem uma explicação. Confesso que fiquei um pouco desapontada com a falta da Atlântida em si, o grande reino cujo desenvolvimento e superioridade não podiam ser equiparados a nenhum outro. A capital das ilhas, que seria este centro de poder, é citada algumas vezes, mas só. No entanto, isso desmerece a obra de Marion, que mais uma vez é muito criativa, divertida e com um bom desenvolvimento de suas personagens, principalmente as femininas.

Quem leu As Brumas de Avalon percebeu que a ideia de reencarnação está muito presente na história. E não só nos quatro volumes da série. Marion trabalha com as reencarnações em toda a série Avalon, que se inicia propriamente, cronologicamente, em A Queda de Atlântida. Portanto vários personagens que vemos em As Brumas são reencarnações daqueles que vimos em A Teia de Luz e A Teia de Trevas. Até hoje os fãs discutem quem é quem nos livros, mas parece ser unânime (e a própria colaboradora de Marion, Diana L. Paxson, admitiu) que a Morgana (As Brumas) é a reencarnação de Deoris e Domaris volta como Viviane, a Senhora do Lago.

Cada livro de Marion, exceto a quadrilogia de As Brumas e os dois volumes de A Queda de Atlântida, possui uma história fechada e pode ser lido em qualquer ordem. A própria escritora os escreveu fora de ordem. No entanto, esta é a cronologia das histórias:

• A Queda de Atlântida 
• Os Ancestrais de Avalon  
• Sword of Avalon (ainda não publicado no Brasil)
• Os Corvos de Avalon 
• A Casa da Floresta 
• A Senhora de Avalon 
• A Sacerdotisa de Avalon 
• As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia 
• As Brumas de Avalon - Rainha Suprema 
• As Brumas de Avalon - O Rei Veado 
• As Brumas de Avalon - O Prisioneiro da Árvore

2 comentários:

Sabe quando Sword of Avalon será publicada no Brasil?

Ideia de onde podemos conseguir o Sword of Avalon, mesmo que pdf?

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